Olá, eu sou o

Bernardo Malamut

Psicólogo     Mitólogo

Ao longo dos últimos vinte anos, apoiado num desejo decidido, venho escutando vidas inteiras se desenrolarem diante de mim no consultório. Escutei falas sufocadas, dores sem nome e histórias que pediam passagem. Antes disso, foram anos no hospital psiquiátrico, entre os extremos da alma humana, onde as margens do que convencionamos chamar de “realidade” se desfazem como névoa.

Olá, eu sou o

Bernardo Malamut

Psicólogo e Mitólogo

Ao longo dos últimos vinte anos, apoiado num desejo decidido, venho escutando vidas inteiras se desenrolarem diante de mim no consultório.

Escutei falas sufocadas, dores sem nome e histórias que pediam passagem. Antes disso, foram anos no hospital psiquiátrico, entre os extremos da alma humana, onde as margens do que convencionamos chamar de “realidade” se desfazem como névoa.

Sempre fui movido por perguntas que não cabiam nos diagnósticos e muito menos nos protocolos. Quais são os limites da realidade?

Como o homem

constrói um estilo?

O que são essas histórias que contam e que contamos sobre nós? O que há além do que nos contam sobre nós mesmos? Onde vivem essas histórias?

 

Meu trabalho nasceu no território dessa escuta radical, criou corpo nessa floresta densa da alma, esse ecossistema delicado e selvagem, e na clareira da fogueira dos mitos, das histórias arquetípicas, e das tradições espirituais esquecidas, ele floresceu. Estudei Freud, Jung, Lacan, Campbell, Tolkien, entre outros. E tive a dádiva de encontrar bons professores. E é a eles que eu dedico todo meu trabalho. Se hoje considero que proporciono uma boa nau para a jornada daqueles que me procuram, é mérito deles essa solidez de construção. Meu percurso na academia, seja trabalho da docência, quanto na pesquisa, solidificaram em mim os fundamentos de pensamento crítico científico. Na Universidade eu dei o passo que me levou a empreender não só uma aventura, mas também um programa de pesquisa. Sou muito grato em especial a meu mestrado na FIOCRUZ, e todos os programas de pós-graduação fora do Brasil que eu tenho a chance de fazer parte.

 

Enquanto isso me treinei no cultivo da disciplina do fogo. O lento e longo trabalho de cultivar o calor da transformação. Já são três décadas de prática de yoga e meditação. E essa fogueira estável, mantida no meio desse bioma, trouxe até o círculo seres incríveis, vindos dos contos de fadas, acompanhados dos xamãs de outrora, contando sobre como a floresta ainda está viva, contando sobre a língua dos animais e nosso lugar nesse todo.

Aprendi que o mundo ainda nos sussurra através das árvores, dos sonhos, da música, do corpo. Aprendi que o inconsciente é maior que o indivíduo, é maior que a soma das partes da história do sujeito e que nossos ancestrais continuam sussurrando histórias que curam.

Por muito tempo, meu trabalho foi silencioso, sem internet, sem redes sociais e sem holofotes. Os pacientes, os navegantes, chegavam por indicação, pelo chamado sutil que reconhece algo verdadeiro. E sempre me regozijei dessa confraria silenciosa. Mas chegou a hora de deixar esse chamado ecoar mais longe.

 

Hoje, dou forma a uma nova etapa: grupos, imersões, cursos, encontros, um retorno às rodas ancestrais pois acredito que a cura também acontece em comunidade, no coletivo que escuta, chora, ri e se reconhece. Acredito que o mundo natural está vivo e que fala conosco, se aprendermos novamente a escutar. Acredito que não precisamos de heróis, nem de promessas vazias, mas de quem nos lembre do caminho de volta para casa, para dentro, para o essencial.

 

Meu nome é Bernardo Malamut, sou psicólogo mitólogo, curador, bardo e guia para jornadas internas. Seja com os pés firmes na terra escura, seja no balanço de marés revoltas, munido de bons instrumentos – como o mago que conhece o verdadeiro nome das coisas, te convido a lembrar do que você sempre soube, antes que o mundo esquecesse.